Futhark Antigo · runa 8 de 24
Alegria, contentamento (inglês antigo wyn). O nome antigo é uma reconstrução: nenhuma fonte da época escreve os nomes das runas, e é por isso que ele leva asterisco.
Wunjo · ᚹ · desenho da Grimória
Três poemas medievais, um inglês, um norueguês e um islandês, explicam cada runa em uma estrofe. São cristãos e foram escritos séculos depois do Futhark Antigo: são o que se lembrava, não o que se sabia no começo. Esta runa só existe no poema inglês.
Wenne bruceþ, ðe can weana lyt
sares and sorge and him sylfa hæfþ
blæd and blysse and eac byrga geniht.
Goza da alegria quem conhece pouco de penas, dor e aflição, e tem para si prosperidade e felicidade, e também abrigo bastante.
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Anglo-Saxon Runic Poem, p. 14 (texto) e p. 15 (tradução), v. 22. Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Fato histórico. Só o poema anglo-saxão a trata; não existe no Futhark Jovem (Dickins 1915, pp. 14-15; Younger Futhark). A runa wynn foi adotada na escrita latina do inglês antigo para o som w, como a þorn (Dickins, p. 15, nota).
Tradição moderna. Costuma ser lida como alegria, harmonia, realização e bem-estar no grupo. Leituras de oráculo do século XX (Ralph Blum, 1982; Edred Thorsson, 1984, e a literatura posterior).
Segundo o poema anglo-saxão, quem goza da alegria (wyn)?
O verso descreve um contentamento doméstico: pouca dor, prosperidade e abrigo. Selo: Fato histórico Fonte: Dickins 1915, pp. 14-15
Os versos seguem Bruce Dickins, Runic and Heroic Poems of the Old Teutonic Peoples (Cambridge, 1915), em domínio público, traduzidos para o português a partir dos originais. Cada afirmação sobre inscrições e usos modernos traz a sua fonte entre parênteses, no próprio texto.
Consultados: Dickins 1915 (scan, archive.org) · Wikisource, Rune poems · Wikipedia, Younger Futhark · Wikipedia, Ralph Blum.
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