Futhark Antigo · runa 22 de 24
Ing, figura heroica ou divina, epônimo dos Ingwine; o nome *ingwaz é reconstrução. O nome antigo é uma reconstrução: nenhuma fonte da época escreve os nomes das runas, e é por isso que ele leva asterisco.
Ingwaz · ᛜ · desenho da Grimória
Três poemas medievais, um inglês, um norueguês e um islandês, explicam cada runa em uma estrofe. São cristãos e foram escritos séculos depois do Futhark Antigo: são o que se lembrava, não o que se sabia no começo. Esta runa só existe no poema inglês.
Ing wæs ærest mid East-Denum
gesewen secgun, oþ he siððan est
ofer wæg gewat; wæn æfter ran;
ðus Heardingas ðone hæle nemdun.
Ing foi visto primeiro pelos homens entre os dinamarqueses do leste, até que depois partiu para o leste sobre as ondas; o carro correu atrás dele. Assim os Heardingas chamaram o herói.
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Anglo-Saxon Runic Poem, p. 20 (texto) e p. 21 (tradução), v. 67. Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Fato histórico. Só o poema anglo-saxão a trata, com o único verso narrativo do poema: Ing, visto entre os dinamarqueses do leste, parte sobre as ondas seguido de um carro (Dickins 1915, pp. 20-21). Dickins liga Ing aos Ingwine do Beowulf, aos Ingaevones de Tácito e, pelo carro, ao culto de Nerthus (Germania 40) e de Freyr, chamado Yngvi-Freyr (p. 20, nota). A runa não existe no Futhark Jovem.
Tradição moderna. Costuma ser lida como fertilidade, gestação, energia acumulada e conclusão de um ciclo. Leituras de oráculo do século XX (Ralph Blum, 1982; Edred Thorsson, 1984, e a literatura posterior).
Segundo o poema anglo-saxão, entre que povo Ing foi visto primeiro?
'Ing wæs ærest mid East-Denum gesewen secgun'. Selo: Fato histórico Fonte: Dickins 1915, pp. 20-21
Os versos seguem Bruce Dickins, Runic and Heroic Poems of the Old Teutonic Peoples (Cambridge, 1915), em domínio público, traduzidos para o português a partir dos originais. Cada afirmação sobre inscrições e usos modernos traz a sua fonte entre parênteses, no próprio texto.
Consultados: Dickins 1915 (scan, archive.org) · Wikisource, Rune poems · Wikipedia, Younger Futhark · Wikipedia, Ralph Blum.
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