Futhark Antigo · runa 21 de 24
Água, mar, lago. O nome antigo é uma reconstrução: nenhuma fonte da época escreve os nomes das runas, e é por isso que ele leva asterisco.
Laguz · ᛚ · desenho da Grimória
Três poemas medievais, um inglês, um norueguês e um islandês, explicam cada runa em uma estrofe. São cristãos e foram escritos séculos depois do Futhark Antigo: são o que se lembrava, não o que se sabia no começo.
Lagu byþ leodum langsum geþuht,
gif hi sculun neþan on nacan tealtum
and hi sæyþa swyþe bregaþ
and se brimhengest bridles ne gym[eð].
O mar parece interminável aos homens, se precisam se arriscar num barco que balança, e as ondas os assustam muito, e o corcel do mar não obedece ao freio.
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Anglo-Saxon Runic Poem, p. 18 (texto) e p. 19 (tradução), v. 63. Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Lǫgr er, fællr ór fjalle
foss; en gull ero nosser.
A cachoeira é água que cai da montanha; mas os adornos são de ouro.
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Norwegian Runic Poem, p. 26 (texto) e p. 27 (tradução). Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Lögr er vellanda vatn
ok víðr ketill
ok glömmungr grund.
lacus lofðungr.
Água: corrente que borbulha, e caldeirão largo, e terra dos peixes. (Glosas: lacus, 'lago'; lofðungr, 'rei'.)
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Icelandic Runic Poem, p. 32 (texto) e p. 33 (tradução). Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Fato histórico. Os três poemas tratam da água, cada um de um jeito: o mar (anglo-saxão), a cachoeira (norueguês) e a corrente ou o lago (islandês) (Dickins 1915, pp. 18-19, 26-27, 32-33). Dickins registra lagu com o sentido de 'mar' também nas passagens rúnicas de Cynewulf (p. 19, nota).
Tradição moderna. Costuma ser lida como fluxo, emoção, intuição e o inconsciente. Leituras de oráculo do século XX (Ralph Blum, 1982; Edred Thorsson, 1984, e a literatura posterior).
No poema anglo-saxão, como o mar parece aos homens que se arriscam num barco?
'Lagu byþ leodum langsum geþuht': o mar parece longo, interminável, aos homens. Selo: Fato histórico Fonte: Dickins 1915, pp. 18-19
Os versos seguem Bruce Dickins, Runic and Heroic Poems of the Old Teutonic Peoples (Cambridge, 1915), em domínio público, traduzidos para o português a partir dos originais. Cada afirmação sobre inscrições e usos modernos traz a sua fonte entre parênteses, no próprio texto.
Consultados: Dickins 1915 (scan, archive.org) · Wikisource, Rune poems · Wikipedia, Ralph Blum.
O livro sai em 15 de novembro
As 24 runas com os três poemas rúnicos traduzidos dos originais, as inscrições reais e a história de cada "significado" moderno, com data e autor. Deixe o seu e-mail e você fica sabendo primeiro, com o preço de lançamento.
Anotado
Quando o livro sair, o aviso chega no seu e-mail. Enquanto isso, a Coleção Grimória está logo abaixo, com a mesma regra: fato com fonte, tradição como tradição, lenda como lenda.
A Coleção Grimória reúne os quatro volumes, do primeiro grimório ao primeiro ritual completo, com o Caderno de Materiais de bônus. A mesma régua desta página: cada afirmação com o selo de fato, tradição ou lenda.