Grimória · Runas · Isaz

Futhark Antigo · runa 11 de 24

A runa Isaz, do gelo

Gelo. O nome antigo é uma reconstrução: nenhuma fonte da época escreve os nomes das runas, e é por isso que ele leva asterisco.

ᛁ*īsaz nome reconstruído
✦Som: "i" no Futhark Antigo, séc. II a VIII
❧Grupo: 2º ætt, de Hagal as 24 runas vêm em três fileiras de oito
Poemas que falam dela3 de 3
Runa Isaz (ᛁ) desenhada em traço de gravura dourada

Isaz · ᛁ · desenho da Grimória

01O que dizem os poemas

A runa nas palavras de quem ainda sabia ler

Três poemas medievais, um inglês, um norueguês e um islandês, explicam cada runa em uma estrofe. São cristãos e foram escritos séculos depois do Futhark Antigo: são o que se lembrava, não o que se sabia no começo.

Poema anglo-saxãois
Is byþ oferceald, ungemetum slidor,
glisnaþ glæshluttur gimmum gelicust,
flor forste geworuht, fæger ansyne.

O gelo é frio demais, escorregadio sem medida; reluz claro como vidro, muito parecido com pedras preciosas, chão feito pela geada, belo de ver.

Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Anglo-Saxon Runic Poem, p. 14 (texto) e p. 15 (tradução), v. 29. Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.

Poema norueguêsís
Ís kǫllum brú bræiða;
blindan þarf at læiða.

Ao gelo chamamos de ponte larga; o cego precisa ser guiado.

Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Norwegian Runic Poem, p. 26 (texto) e p. 27 (tradução). Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.

Poema islandêsíss
Íss er árbörkr
ok unnar þak
ok feigra manna fár.
glacies jöfurr.

Gelo: casca dos rios, e telhado da onda, e perigo dos condenados. (Glosas: glacies, 'gelo'; jöfurr, 'príncipe'.)

Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Icelandic Runic Poem, p. 30 (texto) e p. 31 (tradução). Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.

02Fato, tradição, lenda

Cada coisa na sua camada

Fato histórico. É gelo nos três poemas (Dickins 1915, pp. 14-15, 26-27, 30-31), e a runa i continuou no Futhark Jovem. O islandês tem variantes entre manuscritos no terceiro verso, registradas por Dickins (p. 31, nota).

Tradição moderna. Costuma ser lida como pausa, imobilidade, espera ou bloqueio. Leituras de oráculo do século XX (Ralph Blum, 1982; Edred Thorsson, 1984, e a literatura posterior).

03Teste rápido

Como o poema norueguês chama o gelo?

04Perguntas frequentes
O que significa a runa Isaz?
O nome antigo, *īsaz, é uma reconstrução e se liga a: gelo. Os poemas rúnicos medievais dão o sentido de cada tradição, e nem sempre concordam. Os sentidos de oráculo que circulam hoje são tradição moderna, do século XX.
Qual o som da runa Isaz?
No Futhark Antigo, Isaz (ᛁ) representa o som "i". É a runa 11 de 24, do 2º ætt.
A runa Isaz aparece nos poemas rúnicos?
Sim: anglo-saxão, islandês, norueguês. Os poemas são medievais e cristãos, escritos séculos depois do Futhark Antigo.

De onde vem o que esta página afirma

Os versos seguem Bruce Dickins, Runic and Heroic Poems of the Old Teutonic Peoples (Cambridge, 1915), em domínio público, traduzidos para o português a partir dos originais. Cada afirmação sobre inscrições e usos modernos traz a sua fonte entre parênteses, no próprio texto.

Consultados: Dickins 1915 (scan, archive.org) · Wikisource, Rune poems · Wikipedia, Younger Futhark · Wikipedia, Ralph Blum.

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