Futhark Antigo · runa 12 de 24
Ano, e em especial a boa estação e o que ela produz: colheita, fartura. O nome antigo é uma reconstrução: nenhuma fonte da época escreve os nomes das runas, e é por isso que ele leva asterisco.
Jera · ᛃ · desenho da Grimória
Três poemas medievais, um inglês, um norueguês e um islandês, explicam cada runa em uma estrofe. São cristãos e foram escritos séculos depois do Futhark Antigo: são o que se lembrava, não o que se sabia no começo.
Ger byþ gumena hiht, ðonne God læteþ,
halig heofones cyning, hrusan syllan
beorhte bleda beornum ond ðearfum.
O ano bom é a esperança dos homens, quando Deus, santo rei do céu, deixa a terra dar frutos brilhantes a ricos e pobres.
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Anglo-Saxon Runic Poem, p. 16 (texto) e p. 17 (tradução), v. 32. Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Ár er gumna góðe;
get ek at ǫrr var Fróðe.
A fartura é um bem para os homens; digo que Fróði foi generoso.
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Norwegian Runic Poem, p. 26 (texto) e p. 27 (tradução). Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Ár er gumna góði
ok gott sumar
ok algróinn akr.
annus allvaldr.
Fartura: bem dos homens, e bom verão, e campo bem crescido. (Glosas: annus, 'ano'; allvaldr, 'soberano'.)
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Icelandic Runic Poem, p. 30 (texto) e p. 31 (tradução). Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Fato histórico. Os três poemas ligam a runa à boa estação e à fartura; Dickins traduz o inglês ger por 'verão' e o nórdico ár por 'fartura' (Dickins 1915, pp. 16-17, 26-27, 30-31). No Futhark Jovem a runa ár, de forma diferente, deixou de valer j e passou a valer a (Dickins, p. 26, nota ao 10).
Tradição moderna. Costuma ser lida como colheita, ciclos, recompensa de esforço feito no tempo certo. Leituras de oráculo do século XX (Ralph Blum, 1982; Edred Thorsson, 1984, e a literatura posterior).
Qual rei lendário o poema norueguês cita no verso da runa ár (fartura)?
'Get ek at ǫrr var Fróðe': digo que Fróði foi generoso. Selo: Fato histórico Fonte: Dickins 1915, pp. 26-27
Os versos seguem Bruce Dickins, Runic and Heroic Poems of the Old Teutonic Peoples (Cambridge, 1915), em domínio público, traduzidos para o português a partir dos originais. Cada afirmação sobre inscrições e usos modernos traz a sua fonte entre parênteses, no próprio texto.
Consultados: Dickins 1915 (scan, archive.org) · Wikisource, Rune poems · Wikipedia, Younger Futhark · Wikipedia, Ralph Blum.
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