Futhark Antigo · runa 19 de 24
Cavalo (inglês antigo eh, cognato do latim equus). O nome antigo é uma reconstrução: nenhuma fonte da época escreve os nomes das runas, e é por isso que ele leva asterisco.
Ehwaz · ᛖ · desenho da Grimória
Três poemas medievais, um inglês, um norueguês e um islandês, explicam cada runa em uma estrofe. São cristãos e foram escritos séculos depois do Futhark Antigo: são o que se lembrava, não o que se sabia no começo. Esta runa só existe no poema inglês.
Eh byþ for eorlum æþelinga wyn,
hors hofum wlanc, ðær him hæleþ ymb[e]
welege on wicgum wrixlaþ spræce
and biþ unstyllum æfre frofur.
O cavalo é, diante dos nobres, a alegria dos príncipes, corcel orgulhoso dos cascos, quando homens ricos a cavalo trocam palavras sobre ele; e é sempre um conforto para os inquietos.
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Anglo-Saxon Runic Poem, p. 18 (texto) e p. 19 (tradução), v. 55. Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Fato histórico. Só o poema anglo-saxão a trata (Dickins 1915, pp. 18-19). Dickins explica que no escandinavo a palavra virou jór e a letra desapareceu, passando o e a ser escrito com a runa i (p. 19, nota ao v. 55); não existe no Futhark Jovem.
Tradição moderna. Costuma ser lida como movimento, parceria, confiança mútua e progresso. Leituras de oráculo do século XX (Ralph Blum, 1982; Edred Thorsson, 1984, e a literatura posterior).
O que o poema anglo-saxão diz que é a runa eh?
Eh é o cavalo, 'hors hofum wlanc', orgulhoso dos cascos. Selo: Fato histórico Fonte: Dickins 1915, pp. 18-19
Os versos seguem Bruce Dickins, Runic and Heroic Poems of the Old Teutonic Peoples (Cambridge, 1915), em domínio público, traduzidos para o português a partir dos originais. Cada afirmação sobre inscrições e usos modernos traz a sua fonte entre parênteses, no próprio texto.
Consultados: Dickins 1915 (scan, archive.org) · Wikisource, Rune poems · Wikipedia, Younger Futhark · Wikipedia, Ralph Blum.
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