Grimória · Runas · Mannaz

Futhark Antigo · runa 20 de 24

A runa Mannaz, do ser humano

Homem, ser humano. O nome antigo é uma reconstrução: nenhuma fonte da época escreve os nomes das runas, e é por isso que ele leva asterisco.

ᛗ*mannaz nome reconstruído
✦Som: "m" no Futhark Antigo, séc. II a VIII
❧Grupo: 3º ætt, de Tyr as 24 runas vêm em três fileiras de oito
Poemas que falam dela3 de 3
Runa Mannaz (ᛗ) desenhada em traço de gravura dourada

Mannaz · ᛗ · desenho da Grimória

01O que dizem os poemas

A runa nas palavras de quem ainda sabia ler

Três poemas medievais, um inglês, um norueguês e um islandês, explicam cada runa em uma estrofe. São cristãos e foram escritos séculos depois do Futhark Antigo: são o que se lembrava, não o que se sabia no começo.

Poema anglo-saxãoman
Man byþ on myrgþe his magan leof:
sceal þeah anra gehwylc oðrum swican,
forðam drihten wyle dome sine
þæt earme flæsc eorþan betæcan.

O homem, na alegria, é querido de seu parente; mas cada um há de faltar ao outro, porque o Senhor, por seu decreto, quer entregar à terra a pobre carne.

Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Anglo-Saxon Runic Poem, p. 18 (texto) e p. 19 (tradução), v. 59. Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.

Poema norueguêsmaðr
Maðr er moldar auki;
mikil er græip á hauki.

O homem é acréscimo do pó; grande é a garra do falcão.

Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Norwegian Runic Poem, p. 26 (texto) e p. 27 (tradução). Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.

Poema islandêsmaðr
Maðr er manns gaman
ok moldar auki
ok skipa skreytir.
homo mildingr.

Homem: alegria do homem, e acréscimo do pó, e adornador de navios. (Glosas: homo, 'homem'; mildingr, 'príncipe'.)

Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Icelandic Runic Poem, p. 32 (texto) e p. 33 (tradução). Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.

02Fato, tradição, lenda

Cada coisa na sua camada

Fato histórico. Os três poemas tratam do ser humano, e o anglo-saxão e o norueguês lembram que ele volta à terra (Dickins 1915, pp. 18-19, 26-27, 32-33). A frase islandesa 'maðr er manns gaman' está também no Hávamál (estrofe 47), de onde Dickins acha que foi tirada (p. 32, nota).

Tradição moderna. Costuma ser lida como o eu, a humanidade, a consciência e as relações sociais. Leituras de oráculo do século XX (Ralph Blum, 1982; Edred Thorsson, 1984, e a literatura posterior).

03Teste rápido

Segundo o poema norueguês, o homem (maðr) é o quê?

04Perguntas frequentes
O que significa a runa Mannaz?
O nome antigo, *mannaz, é uma reconstrução e se liga a: homem, ser humano. Os poemas rúnicos medievais dão o sentido de cada tradição, e nem sempre concordam. Os sentidos de oráculo que circulam hoje são tradição moderna, do século XX.
Qual o som da runa Mannaz?
No Futhark Antigo, Mannaz (ᛗ) representa o som "m". É a runa 20 de 24, do 3º ætt.
A runa Mannaz aparece nos poemas rúnicos?
Sim: anglo-saxão, islandês, norueguês. Os poemas são medievais e cristãos, escritos séculos depois do Futhark Antigo.

De onde vem o que esta página afirma

Os versos seguem Bruce Dickins, Runic and Heroic Poems of the Old Teutonic Peoples (Cambridge, 1915), em domínio público, traduzidos para o português a partir dos originais. Cada afirmação sobre inscrições e usos modernos traz a sua fonte entre parênteses, no próprio texto.

Consultados: Dickins 1915 (scan, archive.org) · Wikisource, Rune poems · Wikipedia, Ralph Blum.

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