Futhark Antigo · runa 13 de 24
Teixo (Taxus baccata), árvore de madeira dura usada para arcos. O nome antigo é uma reconstrução: nenhuma fonte da época escreve os nomes das runas, e é por isso que ele leva asterisco.
Eihwaz · ᛇ · desenho da Grimória
Três poemas medievais, um inglês, um norueguês e um islandês, explicam cada runa em uma estrofe. São cristãos e foram escritos séculos depois do Futhark Antigo: são o que se lembrava, não o que se sabia no começo.
Eoh byþ utan unsmeþe treow,
heard hrusan fæst, hyrde fyres,
wyrtrumun underwreþyd, wyn on eþle.
O teixo é por fora uma árvore áspera, dura e firme na terra, guardião do fogo, sustentado pelas raízes, alegria na propriedade.
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Anglo-Saxon Runic Poem, p. 16 (texto) e p. 17 (tradução), v. 35. Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Ýr er vetrgrønstr viða;
vænt er, er brennr, at sviða.
O teixo é a mais verde das árvores no inverno; costuma estalar quando arde.
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Norwegian Runic Poem, p. 26 (texto) e p. 27 (tradução). Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Ýr er bendr bogi
ok brotgjarnt járn
ok fífu fárbauti.
arcus ynglingr.
Ýr: arco curvado, e ferro quebradiço, e gigante da flecha. (Glosas: arcus, 'arco'; ynglingr, 'príncipe'.)
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Icelandic Runic Poem, p. 32 (texto) e p. 33 (tradução). Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Fato histórico. Só o poema anglo-saxão tem estrofe para esta runa como letra (eoh, teixo), e Dickins diz que seu valor sonoro no alfabeto antigo é desconhecido (Dickins 1915, pp. 16-17, nota ao v. 35). A runa saiu do Futhark Jovem, mas o nome ýr, 'teixo', passou à letra ʀ, cuja forma vem de *algiz; por isso os poemas norueguês (teixo) e islandês (arco) falam do teixo sob outra runa (Dickins, p. 27; Algiz).
Tradição moderna. Costuma ser lida como resistência, defesa, ligação entre vida e morte e eixo do mundo. Leituras de oráculo do século XX (Ralph Blum, 1982; Edred Thorsson, 1984, e a literatura posterior).
O que o poema anglo-saxão diz que é a runa eoh?
Eoh é o teixo. O carvalho (ac) é outra runa do poema inglês, e o poema não fala de Yggdrasil. Selo: Fato histórico Fonte: Dickins 1915, pp. 16-17
Os versos seguem Bruce Dickins, Runic and Heroic Poems of the Old Teutonic Peoples (Cambridge, 1915), em domínio público, traduzidos para o português a partir dos originais. Cada afirmação sobre inscrições e usos modernos traz a sua fonte entre parênteses, no próprio texto.
Consultados: Dickins 1915 (scan, archive.org) · Wikisource, Rune poems · Wikipedia, Algiz · Wikipedia, Younger Futhark · Wikipedia, Ralph Blum.
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