Futhark Antigo · runa 14 de 24
Desconhecido. A palavra peorð só existe como nome desta runa; o verso fala de jogo e riso no salão. O nome antigo é uma reconstrução: nenhuma fonte da época escreve os nomes das runas, e é por isso que ele leva asterisco.
Perthro · ᛈ · desenho da Grimória
Três poemas medievais, um inglês, um norueguês e um islandês, explicam cada runa em uma estrofe. São cristãos e foram escritos séculos depois do Futhark Antigo: são o que se lembrava, não o que se sabia no começo. Esta runa só existe no poema inglês.
Peorð byþ symble plega and hlehter
wlancum [on middum], ðar wigan sittaþ
on beorsele bliþe ætsomne.
Peorð é sempre jogo e riso para os altivos, onde os guerreiros se sentam alegres, juntos, no salão da cerveja.
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Anglo-Saxon Runic Poem, p. 16 (texto) e p. 17 (tradução), v. 38. Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Fato histórico. Só o poema anglo-saxão a trata, e o sentido do nome é desconhecido: Dickins escreve que peorð nunca aparece senão como nome da letra P e que não se pode apoiar nenhum dos sentidos propostos (Dickins 1915, p. 16, nota ao v. 38). A letra falta nas inscrições nórdicas mais antigas e, na Inglaterra, aparece só em listas de manuscritos e moedas; não existe no Futhark Jovem.
Tradição moderna. Costuma ser lida como mistério, destino, acaso e o 'copo de dados' das sortes. São leituras modernas sobre uma palavra que ninguém sabe traduzir. Leituras de oráculo do século XX (Ralph Blum, 1982; Edred Thorsson, 1984, e a literatura posterior).
Lenda. Apresentar 'copo de dados', 'útero' ou 'destino' como o sentido antigo de Perthro. Nenhuma fonte antiga diz o que a palavra significa (Dickins 1915, p. 16).
Qual é o sentido da palavra peorð, nome da runa P no poema anglo-saxão?
O verso fala de jogo e riso no salão, mas a palavra não aparece em nenhum outro texto. As outras três opções são palpites modernos. Selo: Fato histórico Fonte: Dickins 1915, p. 16, nota ao v. 38
Os versos seguem Bruce Dickins, Runic and Heroic Poems of the Old Teutonic Peoples (Cambridge, 1915), em domínio público, traduzidos para o português a partir dos originais. Cada afirmação sobre inscrições e usos modernos traz a sua fonte entre parênteses, no próprio texto.
Consultados: Dickins 1915 (scan, archive.org) · Wikisource, Rune poems · Wikipedia, Younger Futhark · Wikipedia, Peorð · Wikipedia, Ralph Blum.
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