Futhark Antigo · runa 16 de 24
Sol. O nome antigo é uma reconstrução: nenhuma fonte da época escreve os nomes das runas, e é por isso que ele leva asterisco.
Sowilo · ᛊ · desenho da Grimória
Três poemas medievais, um inglês, um norueguês e um islandês, explicam cada runa em uma estrofe. São cristãos e foram escritos séculos depois do Futhark Antigo: são o que se lembrava, não o que se sabia no começo.
Sigel semannum symble biþ on hihte,
ðonne hi hine feriaþ ofer fisces beþ,
oþ hi brimhengest bringeþ to lande.
O sol é sempre esperança para os marinheiros, quando partem sobre o banho dos peixes, até que o corcel do mar os traga à terra.
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Anglo-Saxon Runic Poem, p. 16 (texto) e p. 17 (tradução), v. 45. Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Sól er landa ljóme;
lúti ek helgum dóme.
O sol é a luz das terras; eu me curvo ao juízo sagrado.
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Norwegian Runic Poem, p. 26 (texto) e p. 27 (tradução). Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Sól er skýja skjöldr
ok skínandi röðull
ok ísa aldrtregi.
rota siklingr.
Sol: escudo das nuvens, e raio brilhante, e destruidor do gelo. (Glosas: rota, 'roda'; siklingr, 'príncipe'.)
Original e tradução de apoio: Dickins 1915, The Icelandic Runic Poem, p. 30 (texto) e p. 31 (tradução). Scan: https://archive.org/details/runicandheroicpo00dickuoft ; texto limpo cotejado: https://en.wikisource.org/wiki/Rune_poems. Tradução para o português: Grimória.
Fato histórico. É o sol nos três poemas (Dickins 1915, pp. 16-17, 26-27, 30-31). A runa s está entre as mais antigas inscrições (Vimose, Kovel) e continuou no Futhark Jovem (Sowilō, Wikipedia).
Tradição moderna. Costuma ser lida como sucesso, vitalidade, clareza e vitória. Leituras de oráculo do século XX (Ralph Blum, 1982; Edred Thorsson, 1984, e a literatura posterior).
Lenda. Tomar o duplo 'raio' da SS por runa antiga. O emblema é a 'Siegrune' das runas Armanen de Guido von List (1908), desenhada em dupla em 1933; os poemas medievais só falam de sol (SS runes, Wikipedia).
Guido von List fez de Sowilo a base da sua 'Sig-rune' (runa da vitória); em 1933 Walter Heck desenhou duas delas lado a lado como emblema da SS (Sowilō e SS runes, Wikipedia). Depois de 1945 o símbolo duplo segue usado por neonazistas, e é o desenho em dupla, não a letra s isolada, que funciona como emblema de ódio.
Contar isso com fonte é a melhor defesa: quem conhece a história da runa sabe reconhecer quando ela é usada para outra coisa.
Para quem o sol é 'sempre esperança' no poema anglo-saxão?
'Sigel semannum symble biþ on hihte': o sol é sempre esperança para os homens do mar. Selo: Fato histórico Fonte: Dickins 1915, pp. 16-17
Os versos seguem Bruce Dickins, Runic and Heroic Poems of the Old Teutonic Peoples (Cambridge, 1915), em domínio público, traduzidos para o português a partir dos originais. Cada afirmação sobre inscrições e usos modernos traz a sua fonte entre parênteses, no próprio texto.
Consultados: Dickins 1915 (scan, archive.org) · Wikisource, Rune poems · Wikipedia, Sowilō (rune) · Wikipedia, SS runes · Wikipedia, Ralph Blum.
O livro sai em 15 de novembro
As 24 runas com os três poemas rúnicos traduzidos dos originais, as inscrições reais e a história de cada "significado" moderno, com data e autor. Deixe o seu e-mail e você fica sabendo primeiro, com o preço de lançamento.
Anotado
Quando o livro sair, o aviso chega no seu e-mail. Enquanto isso, a Coleção Grimória está logo abaixo, com a mesma regra: fato com fonte, tradição como tradição, lenda como lenda.
A Coleção Grimória reúne os quatro volumes, do primeiro grimório ao primeiro ritual completo, com o Caderno de Materiais de bônus. A mesma régua desta página: cada afirmação com o selo de fato, tradição ou lenda.